Lá partimos,
através de uma rocambolesca itinerância e no restaurante Carvalha, a Fernanda
tratou-nos bem. Chegados a Pereiro, já o rio Paiva estava esquecido de nós!
Voavam tricópteros por sobre as águas lentas - asas desejadas aos olhos das
trutas. Recantos de rio encostados a amieiros mal vestidos de folhagem,
ofereciam bons lugares de pesca. Nos fundos mais escuros passeavam peixes
medrosos, roçando as rochas e enfiando-se pelos galhos de árvores imersas. Eram
escalos, bordalos e barbos. Instalei-me e atrevi-me com eles. O Vaz de Carvalho
sumiu rio acima (“O falcão só caça aves
grandes”).
Pescámos até
ao anoitecer, com a penumbra a iludir-nos devagar. A ânsia sempre foi
insaciável: uma truta, senhora grande, por VC e da minha parte 30 escalos e
alguns bordalos.
No regresso,
o contraste dos montes, do céu e dos pinheiros, deixava bem marcado o novo
estradão branco, pelo qual o jipe ia subindo.
Confessámos
satisfeitos: na súmula dos nossos dias de pesca, este foi mais um dia, que nos
fez bailar!
Rio
Paiva, 26 de Março de 2012
Luís M. Borges,

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