Metafísica no
Churrascão
Às vezes, quando estou a pescar escondido no meio do arvoredo, em lameiros de erva tenra, as vacas aparecem curiosas a olhar. São presenças habituais. Um dia apeteceu-me entrevistar uma vaca. Falar com ela, com ternura.
Isto, lembrei-me como forma de homenagem, a propósito do bife de
paladar inexcedível, servido no Restaurante CHURRASCÃO, sito em Senras, Rossas,
Arouca.
Cozinheira à parte (aquela fada da cozinha faz magia), o Sérgio seduz
simpatia e jovialidade. Aconselha com superioridade.
Onde haverá um bife como este? Não se come nem se mastiga, antes se
desfaz na boca, sumindo…A este prazer acrescenta-se um heróico Cabriz tinto.
Afinal o que importa? A esperança para nós, são dias de pesca empoleirados
na alma, enquanto ainda nos pudermos extasiar. E porque os rios não dizem
mentiras quando atingem as margens, nós vamo-nos empoleirando enquanto
conseguirmos!
Rossas, 26 de Abril de 2012
Luís M. Borges

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